O Milênio de Prata
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O milênio de Prata

Autor: Alex Tenou
Email: july.oc@terra.com.br

Capitulo 4: Chegando ao entendimento

Hotaru indicou ao empregado que deixara suas maletas na porta e olhou para o interior da habitação. Estava escura, assim que decidiu acender a luz. Viu alguém junto à janela e supôs que se tratava de sus companheira de quarto.

“Olá” começou, sorrindo. “eu sou”...

“Hotaru, princesa de Saturno. Eu sei”, foi a resposta escutada.

Hotaru travou a saliva tentando encontrar um tema de conversa para cortar o silencio que reinava no lugar. “Tens uma habitação muito bonita. Me encantam essas cortinas, o roxo e uma cor que...”

“Por favor” disse Setsuna virando-se e olhando-a nos olhos.

“Sim?”

“Espero que esteja tudo pronto antes das dez. Gosto de dormir cedo.”

Setsuna dirigiu-se a porta e se foi silenciosamente, deixando uma espantada Hotaru para trás.

“Que garota esquisita”, pensou, começando a arrumar sua bagagem.

Pouco a pouco os armários foram enchendo-se de roupas e os moveis de lâmpadas, porque a pequena Hotaru tinha medo do escuro. Aproximou-se da janela para ver o exterior e admirou, maravilhada, os belos jardins do Palácio da Lua. Não se viam montanhas, o céu era claro e sem estrelas porque a luz do sol as tapava e uma azul presença no céu a fez perceber, tristemente, que não se encontrava mais em casa. Embora era melhor esta ali, só, do que sofrendo os castigos do cinturão de seu pai, aquele gigante hipócrita e violento. Algum dia, quando fosse grande, lê ensinaria que as guerras deviam ser solucionadas conversando, e não empunhando uma espada. Algum dia, ela, com suas próprias mãos, livraria sua mãe da horrível carga que suportava durante todos esses anos.

Viu uma figura solitária passeando pelo jardim: Setsuna, sua companheira de quarto. Parecia se uma pessoa amarga... como ela. Suspirou resignada, voltando a arrumar suas coisas.

“Olha, desculpa, não queria me meter onde não sou chamada, mas... ONDE VC VAI COLOCAR TUDO ISSO??!!”, perguntou uma boquiaberta Haruka a sua companheira de quarto ao ver o corredor cheio de caixas e maletas.

Michiru começou a rir de forma delicada e deu de ombros,

“Obviamente minha mãe pensou que as habitações do palácio da Lua eram maiores!”, sorriu amavelmente.

Michiru não parecia à menina encrenqueira que havia falado sua mãe. Sim, claro, era muito diferente dela, mas não era antipática. Havia feito muito bem em ir com prudência: afinal de tudo, ia ser sua companheira de quarto e odiava julgar as pessoas pelas aparências.

“O que vc vai fazer com tantas maletas?” voltou a perguntar enquanto tentava empilhar uma montanha de livros mas alta que ela contra a parede.

“Pois não... CUIDADO!” exclamou Michiru estirando o braço para evitar a avalanche de livros que caiu sobre ambas. Michiru tirou a cabeça de dentro de uma montanha de livros e começou a rir. “Acho que vc também se precipitou com a bagagem”.

Haruka deu alguns chutes nos livros que lê impediam de levantar-se e saiu com um salto daquela montanha de livros.

“Sim, suponho que sou a menos indicada para falar”, lê dirigiu um olhar.

“Erres muito diferente, do que minha mãe falou”, comentou Michiru levantando-se do chão e olhando a sua companheira de cima para baixo “. Embora fisicamente não a se enganado. Erres tão marimacho como esperava”.

“Vc também e diferente”, respondeu Haruka estirando uma mão em direção a ela. “Amigas?”.

Michiru sorriu e estreitou sua mão.

“Amigas”

Haruka e Michiru decidiram deixar para mais tarde a cansativa tarefa de desfazer as malas e saíram para ao jardim. Ficaram todo o dia encerradas e ardiam em desejo de respirar um pouco de ar fresco. Encontraram Hotaru no corredor, ela havia decidido ir buscar Setsuna. Harura e Michiru decidiram acompanha-la para conhecer a tão estranha companheira de habitação.

Um jardim de flores foi a primeira coisa que viram. A Terra brilhava com força encima delas, emanando uma luz azulada e branca sobre o solo da Lua. Já fazia algumas horas que o sol havia desaparecido e as estrelas brilhavam ao longe. Só se escutava o refrescante som da água das fontes. Michiru sorriu, recordando por um momento o suave murmuro das olas do mar, que tanto adorava. Chegaram a um pequeno lago, com água cristalina. Setsuna estava sentada, lendo pacientemente.

Haruka atirou uma pedrinha no lago e o barulho chamou a atenção de Setsuna, que levantou à vista do livro e viu as três visitantes.

“Olá”, falou Hotaru sorrindo, sentando-se a seu lado. “Vim com Haruka e Michiru, ela são as princesas de Urano e Netuno. Atrapalhamos?”

“O jardim e muito grande, Porque não vai jogar pedrinhas em outra parte?”

“Hei!” se queixou Haruka “a partir de hoje vamos ter que conviver umas com as outras, senhorita eu-sou-superior-a-tudo, Hotaru só queria fazer um pouco de companhia.”

Setsuna dirigiu seus penetrantes olhos cor rubi a haruka, que lê encarou com um olhar esmeralda e cheio de energia. Deu de ombros.

“Como queiras”, suspirou, devolvendo a atenção ao livro que estava lendo.

Michiru se sentou ao lado de Hotaru e começou a falar com ela sobre como era belo seu planeta e como sentia falta dele. Hotaru escutava encantada e quando falava de seu planeta o fazia cheia de tristeza por causa das crises que atravessavam. Haruka continuava de pé, sem dizer nada, jogando pedras no lago.

“Às vezes”, comentou Michiru olhando o planeta Terra, reluzente no céu. “Sentia a brisa marinha brincando com meu cabelo e o canto das sereias e começava a chorar pensando que quando chegasse a lua não poderia voltar a ver aquilo”. Suspirou. “Mas seguramente pensas que sou uma tonta”, corou ligeiramente.

“Vc não e uma tonta”, falou Haruka sentando-se a seu lado. “Toadas sentiremos saudades dos nossos planetas, enquanto estejamos aqui. Incluindo tu, Hotaru”, olhou a jovem de cabelo negro, que corou um pouco. “Mas suponho que teremos que no acostumar a essa terra branca, a esses mundo, e a brisa daqui, que e tão diferente do selvagem vento que vaga por Urano.”

Haruka tinha a vista perdida no horizonte, recordando as terdes que disputava com o vento.

Michiru enxugou as lagrimas e concordou.

“Bobas”. Sussurrou, Setsuna sem tirar a atenção do livro.

Hotaru a olhou confundida.

“Porque disse isso?”

Setsuna fechou o livro de golpe se levantou e a olhou com desdém.

“já passei 2 anos aqui e não sinto nenhuma falta do meu planeta, e nem da minha mãe. Quem quer viver num planeta frio e árido, selvagem e corrompido com uma mãe que prefere estar só na portas do tempo a esta com sua filha?”

Setsuna deu meia volta e se foi caminhando lentamente ate o palácio. Hotaru a seguiu com o olhar, afligida.

Continua...